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A culpa é das estrelas!





Hoje é um daqueles dias que você se sente bem pra baixo.
E como todo bom deprimido, nós nunca queremos chutar o balde e dar a volta por cima, nós gostamos mesmo é de ver filmes tristes e ouvir músicas românticas.

Quando crianças, as pessoas insistem em nos perguntar o que seremos quando crescermos. Parece uma simples pergunta, não é mesmo? É só escolher algo dentre tantas as opções do universo, abrir a boca e falar. É isso mesmo, hoje em dia, adultos, percebemos que não é algo tão simples assim. Principalmente quando as coisas são mais difíceis do que imaginamos.
Parece um mar sem fim onde precisamos fazer escolhas a todo tempo. Como se tudo dependesse disso. É escolher a faculdade, o emprego, o namorado, o que vai fazer amanhã, no final de semana, no próximo ano... Que cansativo!
Por que não podemos simplesmente escolher viver?


E se eu escolher acordar tarde, comer um pouco de miojo, andar descalça, não pentear o cabelo, usar o pijama o dia inteiro, usar o Facebook, tirar fotos aleatórias, desenhar, escrever histórias, sonhar com aquele cara fofo que nunca pude amar?
Será que isso é loucura? Será que só eu sinto esse tipo de sentimento?

E se por outro lado, eu quiser estudar outra idioma, viajar para outro lado do mundo, falar de política, ser zen, planejar os próximos 50 anos que viverei? Será que isso é tudo loucura?

...
Será que viver é somente fazer faculdade, achar um emprego, casar, ter filhos e envelhecer?
...
E se eu não quiser trabalhar em um emprego chato, ou casar, ou ter filhos?
...
É demais querer fazer uma viagem pra longe, se apaixonar, acreditar em contos de fadas?
...
Eu queria apenas deitar no gramado e ficar olhando para as estrelas!

[...]

Refletir sobre o que já vivi é a única coisa que posso fazer neste momento, pois o que viverei somente a vida pode me contar!



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